A noite de Cingapura foi cruel com os pilotos brasileiros da Fórmula 1, em especial e duplamente para Felipe Massa, que viu sua equipe destruir uma corrida que estava em suas mãos, e de quebra o fez perder a chance de liderar o campeonato de pilotos a três provas do fim. Como todos já sabem, a culpa desse desastre foi do sistema que a Ferrari implementou este ano para liberação do piloto nos pit stops. Uma espécie de semáforo que visa economizar milésimos de segundos no reabastecimento e que é acionado por botões pelo mecânico chefe. Este cidadão foi o responsável pela lambança que custou a corrida, e pode custar o campeonato a Massa.

Albers GP França 2007
O incidente da Ferrari lembrou bastante o caso da Spyker (atual Force India), no GP da França de 2007, quando o piloto Christijan Albers também arrancou a mangueira de reabastecimento e só percebeu quando já estava na pista, abandonando em seguida. A barbeiragem custou o emprego e a credibilidade de Albers, que foi culpado pelo acidente e sumariamente demitido. O que chama a atenção é o fato de Stefano Domenicali dizer que vai investigar o que houve, que foi um erro humano, e que poderia também ter acontecido com o velho pirulito. Na minha opinião o sistema leva uma certa vantagem sim, quando falamos da reação do piloto a um sistema de luzes. Mas é aí que está o seu ponto mais vulnerável. A reação do piloto é tão rápida que, caso haja algum erro, como o de Cingapura, não há tempo para corrigir. O que não acontece com o velho pirulito, que para corrigir uma precipitação, pode ser descido, mesmo que na viseira do piloto.

Pirulito eletrônico da Ferrari

O velho pirulito

Massa leva mangueira pra passear
Fato é que a Ferrari está jogando fora os campeonatos de pilotos e construtores, erro após erro.