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Este final de semana teremos o Grande Prêmio mais charmoso da história da Fórmula 1, aquele que não pode jamais ficar de fora, pois se confunde com a história da categoria. O GP de Monaco, odiado por uns, amado por outros, é a corrida que separa os bons dos maus pilotos, os homens dos meninos, o joio do trigo. Ali, pelo menos no domingo, o braço é que faz a diferença. Quantas vezes vimos Ayrton Senna vencer no Principado com um carro de desempenho inferior ao de seus concorrentes. Para este ano Jenson Button vem com a bagagem de quatro vitórias em cinco corridas no ano e tentará entrar para uma seleta lista de pilotos que conseguiram cinco em seis, foram eles: Juan Manuel Fangio, Jim Clark, Jackie Stewart, Nigel Mansell e Michael Schumacher. Nestes tempos em que uma boa classificação é imprescindível para um bom resultado na corrida, temos que ficar de olho no treino de sábado mesmo. Ano passado a corrida foi disputada sob chuva. Quem largou na pole foi Felipe Massa, seguido por Raikkonen e Lewis. Na corrida Massa largou bem mas teve problemas com os pneus e chegou em terceiro. Por conta da boa estratégia Hamilton, mesmo furando um pneu no começo da prova, obteve sua primeira vitória em Monaco. Quem também terminou bem foi Robert Kubica, que largou em quinto e chegou em segundo.

Aqui uma volta virtual pelo circuito do Pricipado.

No treino

No treino

Na corrida

Na corrida

O circuito

O circuito

Aqui o que aconteceu em 2008

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Com a ruína da McLaren, equipe que disputou os últimos campeonatos da Fórmula 1, e detentora de uma história vencedora na categoria, a Mercedes Benz, sua parceira desde 1995, agora divide sua atenção com a nova sensação do campeonato, a Brawn GP. Os carrinhos brancos de Ross Brawn se adaptaram muito bem ao motor da fabricante alemã e comandam a ponta da tabela com os 41 pontos de Jenson Button que somados aos 27 de Barrichello, deixam a Brawn GP com 68 pontos, 29,5 a frente da RBR, segunda colocada. Fica inevitável a comparação com a McLaren, que está em quarto com apenas 13 pontos, sendo 9 de Hamilton e 4 de Kovalainen. Por tudo isso, os BGP001 de Rubens e Button devem aparecer em Monaco, próxima etapa da temporada, com a estrela de 3 pontas da Mercedes, estampada no bico. Nada mais justo para uma equipe que surgiu praticamente de zero e se tornou o bicho papão do campeonato. Já a Force India vai ter que mostrar muito mais para receber o privilégio de ter a estrela alemã em seus carros.

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A Fórmula 1 nesse domingo foi marcada por uma corrida um tanto polêmica, uma inesperada mudança de tática da BrawnGP resultou na vitória de Jenson Button, e levou Rubens Barrichello para o segundo lugar. O brasileiro afirma que nas reuniões que antecederam a corrida, não foi falado em nenhum momento a possibilidade de fazerem duas paradas, com isso surge a dúvida: Será que Ross Brawn privilegiou Button? Vamos esperar para ver o desfecho dessa história. Felipe Massa terminou em sexto lugar, pois mais um erro da Ferrari fez com que o brasileiro tivesse que reduzir a velocidade do carro e deixar Sebastian Vettel e Fernando Alonso passarem para ele poder terminar a corrida, pois seu carro não teria combustível suficiente para tal. Nelsinho Piquet passou pela corrida despercebido, e completou em décimo segundo lugar. Com essa vitória, Button se distancia de Barrichello e mantém 14 pontos de diferença, a próxima corrida é em Mônaco, e dessa não podemos esperar nada! Confira como terminou a classificação do GP de Barcelona:

1 J. Button (ING) Brawn
2 R. Barrichello (BRA) Brawn
3 M. Webber (AUS) RBR
4 S. Vettel (ALE) RBR
5 F. Alonso (ESP) Renault
6 F. Massa (BRA) Ferrari
7 N. Heidfeld (ALE) BMW Sauber
8 N. Rosberg (ALE) Williams
9 L. Hamilton (ING) McLaren
10 T. Glock (ALE) Toyota
11 R. Kubica (POL) BMW Sauber
12 N. Piquet (BRA) Renault
13 K. Nakajima (JAP) Williams
14 G. Fisichella (ITA) Force India
15 K. Raikkonen (FIN) Ferrari
16 H. Kovalainen (FIN) McLaren
17 J. Trulli (ITA) Toyota
18 S. Buemi (SUI) STR
19 S. Bourdais (FRA) STR
20 A. Sutil (ALE) Force India

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Não vou nem falar muito. Já queimei minha língua dizendo no post anterior que a McLaren se recuperou devido ao novo difusor. No segundo treino livre Jenson Button restabeleceu o domínio do BGP001, sobre os demais. Fechou o dia com o melhor tempo, deixando Barrichello mais uma vez na sua sombra, ou melhor, na sombra de Rosberg, que ficou entre os dois. A McLaren foi ladeira a baixo, nem tanto por Kovalainen que caiu de 4° para 9°, mas principalmente por Hamilton, que despencou do topo da tabela para o 13° posto. No mínimo estranho não acham? Massa continua com problemas, bem como Kimi. BMW piorou, se é que isso é possível. E os mecânicos da Renault devem ter trocado os carros de Alonso e Piquet quando os dois foram ao banheiro, pois o espanhol ficou com o penúltimo tempo e Nelsinho com o 16°. Não melhorou grandes coisas, mas pelo menos largou a lanterna. Os tempos:

1 – Jenson Button (ING/Brawn-Mercedes) – 1m35s679
2 – Nico Rosberg (ALE/Williams-Toyota) – 1m35s704
3 – Rubens Barrichello (BRA/Brawn-Mercedes) – 1m35s881
4 – Mark Webber (AUS/RBR-Renault) – 1m36s105
5 – Sebastian Vettel (ALE/RBR-Renault) – 1m36s167
6 – Jarno Trulli (ITA/Toyota) – 1m36s217
7 – Kazuki Nakajima (JAP/Williams-Toyota) – 1m36s377
8 – Timo Glock (ALE/Toyota) – 1m36s548
9 – Heikki Kovalainen (FIN/McLaren-Mercedes) – 1m36s674
10 – Sebastien Bourdais (FRA/STR-Ferrari) – 1m36s800
11 – Adrian Sutil (ALE/Force India-Mercedes) – 1m36s829
12 – Felipe Massa (BRA/Ferrari) – 1m36s847
13 – Lewis Hamilton (ING/McLaren-Mercedes) – 1m36s941
14 – Kimi Raikkonen (FIN/Ferrari) – 1m37s054
15 – Sebastien Buemi (SUI/STR-Ferrari) – 1m37s219
16 – Nelsinho Piquet (BRA/Renault) – 1m37s273
17 – Robert Kubica (POL/BMW Sauber) – 1m37s491
18 – Nick Heidfeld (ALE/BMW Sauber) – 1m37s544
19 – Fernando Alonso (ESP/Renault) – 1m37s638
20 – Giancarlo Fisichella (ITA/Force India-Mercedes) – 1m37s750

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O inglês Richard Branson, dono da Virgin, único nome gravado no carro da Brawn GP neste final de semana na primeira etapa da Fórmula 1, deixou escapar que o acordo com a equipe de Jenson Button (atual líder do campeonato) e Rubens Barrichello (atual vice – eu acho que já vi essa história -), é para apenas as duas primeiras corridas, Austrália e Malásia. As cifras giram em torno de US$ 500 mil e o contrato teria sido assinado apenas 4 horas antes do avião partir da Inglaterra para Melbourne. Fato é que Ross Brawn confirmou o favoritismo do seu BGP001 largando na frente e ganhando o GP da Austrália de ponta a ponta e agora com certeza o acordo deverá ser revisto, inclusive com a possibilidade da mudança do nome do time de Brawn para Virgin. Branson deixou transparecer sua empolgação depois da vitória de Button dizendo considerar-se um sortudo, pois resolveu patrocinar uma equipe que, pela curta pré-temporada, parecia boa de mais pra ser verdade. Com certeza devem surgir novos interessados em estampar suas marcas no carro de Brackley, o que pode acarretar na mudança das corres da escuderia nas próximas etapas do mundial. Apesar de tudo, Nick Fry anunciou hoje pela manhã a demissão em massa de cerca de 39% dos funcionários da fábrica para reduzir custos pois agora são uma equipe independente, ou seja, um time pequeno. Segundo a imprensa européia cerca de 275 funcionários já devem entregar seus cargos nesta terça-feira. Deve ter sido um balde de água fria, pois, depois de uma vitória histórica como essa, muitos já deviam estar dando seus empregos como garantidos.
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Depois de semanas sem aparecer nenhuma notícia sobre a falida equipe Honda de Fórmula 1, surge uma luz no fim do túnel. Dentro de mais ou menos dez dias a montadora irá anunciar a aquisição da equipe por seus antigos dirigentes, ou seja Nick Fry. Não se tem certeza ainda de onde virá a grana pra mantê-la rodando até o fim do campeonato, mas poderiam vir de três fontes: a própria Honda, que estaria presa à obrigações contratuais; de Bernie Ecclestone, que não quer ver sua categoria com apenas 18 carros; ou do governo britânico, mas esse eu não sei porquê colocaria dinheiro lá. O acordo estaria praticamente fechado e os pilotos ninguém duvida que serão Button e Senna. Fato que estava declarado principalmente depois que Bruno renunciou à vaga de piloto na GP2, abrindo caminho para seu amigo Diego Nunes. O principal objetivo da nova equipe será terminar a temporada de 2009 com reservas suficientes para correr também em 2010, quando a Honda estará livre para zarpar e deixar a Fry Racing por conta própria. Se o carro for bom como promete Ross Brawn, tudo bem, se for uma bomba como nos últimos dois anos, é melhor Bruno garimpar novos caminhos para o ano que vem. Já Barrichello, que está disputando um torneio de golf nos EUA, deve pensar seriamente em começar nova carreira, quem sabe nesse novo esporte.