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Exatamente 37 dias depois de escapar da condenação por sonegação fiscal, Hélio Castro Neves volta às primeiras páginas dos jornais, mundo a fora. Mas desta vez pela volta ao topo do automobilismo, pois após largar na pole, Helinho venceu a badaladíssima 500 milhas de Indianápolis, com direito a escalar o alambrado e beber a famosa garrafinha de leite, antiga tradição da prova. O brasileiro largou na frente e como é de praxe na Indy, a liderança passou por várias mãos durante a corrida, mas na volta 141 Hélio assumiu a ponta e não perdeu mais. Ainda na primeira volta o brasileiro Mário Moraes sofreu um toque de Marco Andretti e foi direto para o muro, abandonando. Na volta 97 Tony Kanaan, que vinha em terceiro, perdeu o controle e bateu forte, a mais de 300 Km/h, destruindo o carro no muro, que chegou a ter um princípio de incêndio. Felizmente Kanaan saiu apenas com algumas escoriações, apesar de ter dito a imprensa que chegou a raspar o capacete no muro. Mas o acidente mais grave da prova foi protagonizado pelos outros dois brasucas na volta 173. Rafhael Matos tocou roda com roda em Vitor Meira, que foi de encontro ao muro, e arrastou o assoalho do carro por vários metros, até parar. Meira foi quem se deu mal, pois depois de ser atendido no hospital local, foram diagnosticadas fraturas em duas vértebras, o que com certeza deixará o piloto no estaleiro por um bom tempo.
Com a vitória, Castro Neves chegou a sexta conquista brasileira nas 500 milhas, sendo sua 3ª. Mas a prova também ficará marcada pela 3ª posição de Danica Patrick, que é o melhor resultado de uma piloto em 93 edições da prova.
Acompanhem a comemoração de Helinho:

E os acidentes de Kanaan e Meira:

A USF1 já tem data marcada para divulgar detalhes do seu projeto de entrar na Fórmula 1 ano que vem. No dia 24 de fevereiro as 12h (Brasília) Peter Windsor, um dos sócios na nova escuderia, apresentará o resultado de quatro anos de trabalhos e negociações para ingressar na categoria. O site da USF1 está com um contador regressivo para a estréia, e um dos fatores que mais chamaram a atenção nos planos da equipe é a intenção de correr apenas com pilotos americanos. Um dos nomes mais fortes para assumir um dos cockpits é o de Danica Patrick, musa da Indy Car. Apesar de Windsor e seu sócio não terem confirmado nada sobre o assunto, também não negaram e não é segredo pra ninguém que Bernie Ecclestone, já a algum tempo quer ter uma mulher na categoria. Além de ser ótima piloto, tem uma grande exposição na mídia, e com certeza traria vários fãs de volta pra F1.


Danica, dona da única vitória feminina no automobilismo norte-americano, preenche todos os requisitos para tal. Alguém discorda?

A piloto norte americana Danica Patrick não resistiu ao novo convite para posar de biquini para a seção Swimsuit da revista Sports Illustrated. Danica que corre na IndyCar, pela equipe Andretti Green, se disse surpresa e lisonjeada com o convite e confessa que se divertiu muito fazendo as fotos. Além de bela, a piloto também é muito rápida nas pistas, sendo responsável pela primeira vitória feminina no automobilismo norte americano. Danica venceu o GP do Japão na pista de Motegy em 2008, e segundo suas próprias palavras, foi a primeira vez mais marcante de sua vida. Para as fotos ela contracenou com um Shelby Cobra, posando sobre o capô, dentro do carro, fora dele, etc…
Agora sem mais delongas vamos as fotos:


Não é porque sua beleza é de fechar o transito que Danica Patrick anda na frente. Ela tem talento e chegou a ser cotada para testes pela extinta equipe Honda de F1, sonho antigo de Bernie Eclestone. Quer ver mais fotos, clique aqui
E também tem o making off:

Danica Patrick

Danica Patrick

Escuto muitos comentários de amigos, colegas de trabalho, e até desconhecidos, quase todos do sexo masculino, depreciando a habilidade das mulheres ao volante. Eu tenho de confessar que como motorista, sou adepto da direção “ofensiva”, e as vezes passo um pouco do ponto. E até por isso, tenho o dever de admitir que as mulheres são muito mais cuidadosas na direção do que nós, homens. Mas também não podemos generalizar. Da mesma forma que nem todos os homens pensam que estão em uma pista, disputando um grande prêmio, há mulheres que não são tão cuidadosas assim, e outras que são precavidas até demais. Mas já que falei de corridas, vou dar dois exemplos, para os machões aí que ainda acham que mulher só devia pilotar fogão e máquina de lavar. Já ouviram falar de Danica Patrick? A piloto de maior sucesso da história da Fórmula Indy, que corre pela equipe Andretti Green. Danica chegou a categoria em 2005 correndo pela equipe Rahal Letterman e veio melhorando ano após ano, brigando sempre pelas primeiras posições. E este ano ela conseguiu a primeira vitória feminina da história da Indy, no GP do Japão, disputado na pista de Motegi . Nós brasileiros também temos nossa moça nas pistas. Na categoria de acesso da própria Indy, a concorridíssima Indy Lights, Ana Beatriz Figueiredo mostra a competência das mulheres brasileiras ao volante. Em 2008, seu ano de estréia na categoria, Bia terminou o campeonato em terceiro com 449, contra 478  de segundo e 510 do campeão. Foi o melhor resultado de um estreante da Indy Lights. E com destaque para a corrida de Nashville, vencida com muita categoria por esta brasileirinha, que além de tudo, chegou a ficar o ano de 2007 sem disputar nenhum campeonato por falta de patrocínio. Ou seja, porque alguns machões não acreditaram no potencial da talentosa moça. Graças a sua habilidade, Bia conseguiu virar o jogo, e com certeza já em 2009, ou quem sabe 2010, veremos disputas emocionantes desta guerreira com a já consagrada Danica Patrick.

Danica vence em Motegi

Danica vence em Motegi

Bia em seu carro

Bia em seu carro

Bia vence em Nashville

Bia vence em Nashville

E para os que ainda duvidam da capacidade feminina, só posso dar um conselho, deixem de ser ignorantes.