Seria comemorado hoje o 50º aniversário de nascimento do maior nome do automobilismo brasileiro, e para muitos, mundial. Eu sou um deles. Não tem Fangio, nem Schumacher, o melhor piloto de todos os tempos foi e será para sempre Ayrton Senna da Silva. O nosso tri-campeão até hoje é idolatrado por muitos que acompanhavam, a cada final de semana de Grande Prêmio, suas corridas geniais. Quem não lembra do segundo lugar em Mônaco com a Toleman em 1984?

Ou da primeira vitória em sua segunda corrida pela Lotus em 1985 no GP de Portugal?

E a dobradinha brasileira com Piquet em primeiro e Senna em segundo logo na primeira corrida de 1986 no GP do Brasil?

Em 1987 não foi diferente, com a primeira vitória em Mônaco, o Pricipado que mais tarde seria seu lar e onde ele seria coroado Rei, além de atingir pela primeira vez a liderança do campeonato.

O inesquecível ano de 1988 com a mudança para a McLaren, a guerra dentro das pistas com seu companheiro de equipe e maior rival, Alain Prost, que resultou em 15 vitórias em 16 GPs para a equipe, e que culminou com o primeiro título mundial de Senna.

A batalha com Prost em 1989 continuou e resultou no acidente do GP do Japão em Suzuka, onde Senna foi desquassificado e perdeu o campeonato para o francês, mesmo tendo vencido a prova.

A vingança que veio na mesma moeda também em Suzuka em 1990, com Senna atropelando Prost e ficando com o bi-campeonato.

O ano de 1991 além do tri, trouxe para o brasileiro o grande presente que a muito ele buscava, a vitória em casa. Quem não lembra dele no pódio exausto tentando erguer o troféu?

Em 1992 a McLaren sofreu bastante para combater as Williams e mesmo com três vitórias no ano Ayrton ficou apenas em 4º no campeonato. Desgostoso com os problemas da F1, veio o convite de Emerson Fittipaldi ainda em 92 para testar um carro da Indy, o que ficou registrado neste vídeo.

Decidido pela F1, em 1993 Senna passa mais um ano sofrível na McLaren e mesmo não conseguindo combater as Williams, fez apresentações memoráveis, como na vitória no GP do Brasil o inesquecível GP da Europa disputado em Donington Park, no que ficou conhecida como a melhor volta de todos os tempos:

Em 1994 na Williams, Senna conseguiu largar nas três primeiras provas na pole e sofreu com três quebras. Depois não preciso dizer o que aconteceu em Ímola…
Fiquem com outros bons momentos da carreira e da vida de nosso maior ídolo registradas pelo fotógrafo Bernard Cahier:


E aqui dois tributos em vídeo:

Este eu vi no Blog F-1 e não pude deixar de compartilhar com todos os que acompanham do BlogMotor. É sem dúvida o melhor vídeo que já assisti sobre a Fórmula 1. Sem dúvida a melhor homenagem já prestada aos grandes pilotos que por lá passaram e perderam suas vidas competindo, entre eles o nosso inesquecível Ayrton Senna.

Logo
Ontem aconteceu o treino classificatório para as 24 horas de Le Mans, e quem levou a pole foi a Peugeot, com o modelo 908 pilotado pelo francês Stephane Sarrazin. Ele dividirá o volante com Bourdais e Franck Montagny. A Audi larga em segundo com o trio McNish-Kristensen-Capello. O brasileiro Bruno Senna pilotando seu Oreca 1 AIM vai largar em 15°. Em entrevista a uma repórter alemã Senna falou um pouco sobre a magia da corrida de longa duração mais famosa da história do automobilismo. Um trecho da entrevista foi publicada no Blog do Ico e transcrevo aqui para vocês:
Ainda não deu para sentir muito se existe essa magia, até porque ainda não chegou todo mundo, todos os torcedores. Mas é um clima muito interessante, com muitos carros na pista. E é diferente do da Fórmula 1. Ali, as pessoas estão atrás dos pilotos. Aqui, a maioria vem buscando a corrida em si, existe um certo mito do ‘heroísmo’ nessa pista, nessa prova. Mas eu tenho uma visão completamente diferente disso. Para mim, não existe heroísmo no automobilismo. É um esporte no qual todo o risco é calculado. Se o piloto assume esse risco, é porque sabe que pode lidar com ele e não por querer se tornar um herói.
Classificação

SarrazinSarrazin 908Senna Oreca


Para relembrar mais um pouco e curtir estes dias pré-GP de Monaco seguem estes dois vídeos. O primeiro mostra como eram as corridas no primórdio da Fórmula 1, neste caso em 1955. O segundo mostra uma volta on board com o rei de Monaco correndo em casa no comando de sua Lotus preta n° 12, no ano de 1986, o inesquecível Ayrton Senna. Naquela corrida Senna terminou em terceiro e naquele ano venceu duas corridas, terminando o campeonato na quarta posição.


15-anos-sem-senna
Esta sexta feira 1° de maio de 2009, marca 15 anos da morte do maior ídolo brasileiro na Fórmula 1. Quando foi retirado de sua Williams FW16, destruída na curva Tamburello em Ímola, Ayrton Senna não tinha mais chances de sobreviver. Nunca correria novamente sob o famoso ícone de suas conquistas, o belo capacete amarelo que falhou em sua função de salvar-lhe a vida. Deixou, no Brasil e no mundo, uma infinidade de fans órfãos de sua genialidade, desiludidos com o automobilismo, reféns das declarações e das exibições desastrosas de um tal de Rubinho. Uma perda irreparável, por mais que ainda em 2009 ou talvez em 2010, tenhamos outro Senna pelo qual torcer na F1, não será o mesmo.

Primeiro pódio – GP Monaco 1984

Nem Schumacher, nem Alonso, nem Hamilton, nem Vettel, nem Bruno, ninguém chegará aos pés do que Ayrton representou como piloto, como ídolo, como pessoa, como brasileiro.

Primeira vitória – GP Portugal 1985

Onde você estiver, Ayrton Senna da Silva, saiba que nunca deixaremos de lembrar.

Tricampeonato – GP Japão 1988

Já os mais novos que não te viram correr, vão lamentar não terem podido acordado cedo aos domingos, para ver um piloto de verdade ganhar corridas no braço e na raça.

Volta em Interlagos com Senna 1994

Não se fazem mais ídolos como Ayrton Senna.
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nick-fry
Depois de semanas sem aparecer nenhuma notícia sobre a falida equipe Honda de Fórmula 1, surge uma luz no fim do túnel. Dentro de mais ou menos dez dias a montadora irá anunciar a aquisição da equipe por seus antigos dirigentes, ou seja Nick Fry. Não se tem certeza ainda de onde virá a grana pra mantê-la rodando até o fim do campeonato, mas poderiam vir de três fontes: a própria Honda, que estaria presa à obrigações contratuais; de Bernie Ecclestone, que não quer ver sua categoria com apenas 18 carros; ou do governo britânico, mas esse eu não sei porquê colocaria dinheiro lá. O acordo estaria praticamente fechado e os pilotos ninguém duvida que serão Button e Senna. Fato que estava declarado principalmente depois que Bruno renunciou à vaga de piloto na GP2, abrindo caminho para seu amigo Diego Nunes. O principal objetivo da nova equipe será terminar a temporada de 2009 com reservas suficientes para correr também em 2010, quando a Honda estará livre para zarpar e deixar a Fry Racing por conta própria. Se o carro for bom como promete Ross Brawn, tudo bem, se for uma bomba como nos últimos dois anos, é melhor Bruno garimpar novos caminhos para o ano que vem. Já Barrichello, que está disputando um torneio de golf nos EUA, deve pensar seriamente em começar nova carreira, quem sabe nesse novo esporte.

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