
O Grande Prêmio da Inglaterra ficará marcado por uma das jogadas mais sujas já vistas na história da categoria. Não é por se tratar da troca de um piloto brasileiro, mas pelo modo como foi feito. Ontem e hoje Senna participou de todos os eventos dos patrocinadores da Hispânia, deu entrevistas, foi a fábrica da Cosworth pela manhã, andou pela pista no começo da tarde, e quando chegou de volta aos boxes, recebeu o comunicado da FIA confirmando sua substituição por Sakon Yamamoto neste final de semana. Ao que tudo indica, nem os funcionários da equipe sabiam da troca, o que aponta para uma decisão unilateral de Colin Kolles, tomada de última hora e que deve envolver muito dinheiro de novos investidores. Bruno, que tinha contrato para correr todas as provas do ano, não se pronunciou ainda, e seu futuro ficará em aberto para as próximas etapas. Como diria Boris Casoy, “Isto é uma vergonha!!!”
Em uma visitinha à garagem histórica da McLaren, Hamilton e Button babaram o MP4/4 que em 1988 nas mãos de Senna e Prost venceram 15 das 16 provas do ano. Só não ganharam todas porquê no GP da Itália, vencido por Berger, Prost teve problemas de motor e Senna se precipitou ao ultrapassar um retardatário e acabou batendo quando liderava a corrida. Foi o ano do primeiro título do brasileiro. E foi no carro dele que os dois últimos campeões sentiram a sensação de entrar no cockpit daquele que, para muitos, é o melhor carro da história da Fórmula 1.
Muitos criticaram a agressividade de Hamilton quando se defendia das investidas de Petrov no GP da Malásia, baseados na regra que limita as mudanças de diração. Esqueceram como era a F1 na época de Ayrton Senna, quando grandes vitórias eram conquistadas não apenas com ultrapassagens como também com táticas de defesa ostensiva. O saudoso mestre nos mostra como era emocionante assistir uma corrida antigamente. Pra passar Senna tinha que ter muita coragem.
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21
mar -
50 Anos de Ayrton Senna

Seria comemorado hoje o 50º aniversário de nascimento do maior nome do automobilismo brasileiro, e para muitos, mundial. Eu sou um deles. Não tem Fangio, nem Schumacher, o melhor piloto de todos os tempos foi e será para sempre Ayrton Senna da Silva. O nosso tri-campeão até hoje é idolatrado por muitos que acompanhavam, a cada final de semana de Grande Prêmio, suas corridas geniais. Quem não lembra do segundo lugar em Mônaco com a Toleman em 1984?

Ou da primeira vitória em sua segunda corrida pela Lotus em 1985 no GP de Portugal?

E a dobradinha brasileira com Piquet em primeiro e Senna em segundo logo na primeira corrida de 1986 no GP do Brasil?

Em 1987 não foi diferente, com a primeira vitória em Mônaco, o Pricipado que mais tarde seria seu lar e onde ele seria coroado Rei, além de atingir pela primeira vez a liderança do campeonato.

O inesquecível ano de 1988 com a mudança para a McLaren, a guerra dentro das pistas com seu companheiro de equipe e maior rival, Alain Prost, que resultou em 15 vitórias em 16 GPs para a equipe, e que culminou com o primeiro título mundial de Senna.

A batalha com Prost em 1989 continuou e resultou no acidente do GP do Japão em Suzuka, onde Senna foi desquassificado e perdeu o campeonato para o francês, mesmo tendo vencido a prova.

A vingança que veio na mesma moeda também em Suzuka em 1990, com Senna atropelando Prost e ficando com o bi-campeonato.

O ano de 1991 além do tri, trouxe para o brasileiro o grande presente que a muito ele buscava, a vitória em casa. Quem não lembra dele no pódio exausto tentando erguer o troféu?

Em 1992 a McLaren sofreu bastante para combater as Williams e mesmo com três vitórias no ano Ayrton ficou apenas em 4º no campeonato. Desgostoso com os problemas da F1, veio o convite de Emerson Fittipaldi ainda em 92 para testar um carro da Indy, o que ficou registrado neste vídeo.

Decidido pela F1, em 1993 Senna passa mais um ano sofrível na McLaren e mesmo não conseguindo combater as Williams, fez apresentações memoráveis, como na vitória no GP do Brasil o inesquecível GP da Europa disputado em Donington Park, no que ficou conhecida como a melhor volta de todos os tempos:
Em 1994 na Williams, Senna conseguiu largar nas três primeiras provas na pole e sofreu com três quebras. Depois não preciso dizer o que aconteceu em Ímola…
Fiquem com outros bons momentos da carreira e da vida de nosso maior ídolo registradas pelo fotógrafo Bernard Cahier:
E aqui dois tributos em vídeo:
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22
dez -
O melhor vídeo sobre F1!!!
Este eu vi no Blog F-1 e não pude deixar de compartilhar com todos os que acompanham do BlogMotor. É sem dúvida o melhor vídeo que já assisti sobre a Fórmula 1. Sem dúvida a melhor homenagem já prestada aos grandes pilotos que por lá passaram e perderam suas vidas competindo, entre eles o nosso inesquecível Ayrton Senna.
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12
jun -
Em Le Mans deu Sarrazin!

Ontem aconteceu o treino classificatório para as 24 horas de Le Mans, e quem levou a pole foi a Peugeot, com o modelo 908 pilotado pelo francês Stephane Sarrazin. Ele dividirá o volante com Bourdais e Franck Montagny. A Audi larga em segundo com o trio McNish-Kristensen-Capello. O brasileiro Bruno Senna pilotando seu Oreca 1 AIM vai largar em 15°. Em entrevista a uma repórter alemã Senna falou um pouco sobre a magia da corrida de longa duração mais famosa da história do automobilismo. Um trecho da entrevista foi publicada no Blog do Ico e transcrevo aqui para vocês:
“Ainda não deu para sentir muito se existe essa magia, até porque ainda não chegou todo mundo, todos os torcedores. Mas é um clima muito interessante, com muitos carros na pista. E é diferente do da Fórmula 1. Ali, as pessoas estão atrás dos pilotos. Aqui, a maioria vem buscando a corrida em si, existe um certo mito do ‘heroísmo’ nessa pista, nessa prova. Mas eu tenho uma visão completamente diferente disso. Para mim, não existe heroísmo no automobilismo. É um esporte no qual todo o risco é calculado. Se o piloto assume esse risco, é porque sabe que pode lidar com ele e não por querer se tornar um herói.”






























